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Metabólico

HGH Fragment 176-191

O HGH Fragment 176-191 é um peptídeo sintético baseado na extremidade C-terminal do hormônio do crescimento humano (hGH). No hormônio nativo, os resíduos 176 a 191 formam a sequência FLRIVQCRSVEGSCGF,...

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Certificado de Análise

Certificado de Análise incluso em cada pedido.

Especificações Técnicas

Pureza≥98%
FormaLyophilized Powder
Armazenamento-20°C
Peso MolecularSee Certificate of Analysis
SequênciaSee Certificate of Analysis
Número CASSee Certificate of Analysis

Sobre HGH Fragment 176-191

O HGH Fragment 176-191 é um peptídeo sintético baseado na extremidade C-terminal do hormônio do crescimento humano (hGH). No hormônio nativo, os resíduos 176 a 191 formam a sequência FLRIVQCRSVEGSCGF, com uma ponte dissulfeto entre as duas cisteínas.[1][3] A Pepitiva fornece o HGH Fragment 176-191 em pó liofilizado (frascos de 2 mg, 5 mg e 10 mg, pureza ≥98%) para pesquisa in vitro e pré-clínica.

HGH Fragment 176-191 ou AOD-9604?

Os dois nomes são usados para peptídeos muito próximos, mas não idênticos, e vale conferir qual deles um estudo ou fornecedor quer dizer:

  • hGH 176-191 nativo: 16 resíduos começando por fenilalanina (FLRIVQCRSVEGSCGF). O PubChem registra a fórmula C78H123N23O22S2, massa molecular de 1799,1 g/mol e CAS 66004-57-7.[1]
  • AOD-9604: resíduos 177 a 191 do hGH com uma tirosina extra na extremidade N-terminal (YLRIVQCRSVEGSCGF), fórmula C78H123N23O23S2, 1815,1 g/mol, CAS 221231-10-3.[2][11]

Uma revisão de 2026 cita o AOD9604 com o rótulo "hGH 176-191", o que mostra como os dois nomes são usados de forma solta.[9] A sequência e a massa exatas de cada lote da Pepitiva estão documentadas no Certificado de Análise. Veja também AOD-9604.

Uso exclusivo em pesquisa. Não destinado ao consumo humano.

Qualidade e Armazenamento

≥98% purity. Lyophilized Powder. Storage: -20°C. For research purposes only.

Mecanismo de Ação

Localizando um domínio metabólico no hormônio do crescimento

Dos anos 1970 ao início dos anos 2000, F. M. Ng e colaboradores mapearam qual parte do hGH responde por seus efeitos metabólicos. Os achados com fragmentos C-terminais incluem:

  • Primeiros estudos in vivo (1978): os fragmentos sintéticos hGH 172-191, 176-191, 177-191 e 178-191 provocaram em ratos uma elevação breve da glicemia e uma elevação mais duradoura da insulina plasmática, enquanto os mais curtos, 179-191 e 180-191, foram inativos. Os autores observaram que a atividade dependia da sequência certa e também da configuração física correta.[4]
  • Metabolismo de gordura (1993 a 1994): o hGH 177-191 inibiu a lipogênese no tecido adiposo de ratos com atividade idêntica à do hormônio intacto, sem efeito lipolítico significativo nesse ensaio. O tratamento crônico de camundongos obesos reduziu o ganho de peso acumulado e a massa de tecido adiposo.[5][6]
  • O análogo com tirosina (2000 a 2001): o peptídeo C-terminal com ponte dissulfeto estimulou a lipólise e inibiu a lipogênese em tecido adiposo de roedores, suínos e humanos in vitro.[8] Em camundongos obesos, a versão com tirosina (AOD9604) aumentou a oxidação de gordura e reduziu o ganho de peso sem causar hiperglicemia, e não competiu pelo receptor do hGH nem estimulou a proliferação de células que expressam esse receptor.[7]

Estrutura

A análise por RMN do peptídeo C-terminal cíclico mostrou duas voltas beta do tipo I dentro da alça dissulfeto e certa semelhança estrutural com a mesma região na estrutura cristalina do hGH intacto.[8]

Grande parte dos trabalhos posteriores usou o AOD9604, e não a sequência nativa com fenilalanina na posição 176, então os resultados de um não podem ser transferidos automaticamente para o outro.

Aplicações em Pesquisa

Outras pesquisas publicadas

  • Liberação de fármacos (2022): nanopartículas de quitosana carregadas com o fragmento 176-191 do hGH e doxorrubicina mostraram maior atividade antiproliferativa contra células de câncer de mama MCF-7 do que nanopartículas só com doxorrubicina.[10]
  • Detecção analítica: um método de controle de doping detectou o AOD9604 na urina a partir de 50 pg/mL e identificou um metabólito estável no soro, CRSVEGSCG.[11]

Aplicações em pesquisa de laboratório

  • Ensaios com adipócitos: lipogênese, lipólise (liberação de glicerol) e oxidação de gordura.
  • Estudos de estrutura e atividade: como a alça C-terminal do hGH contribui para suas ações metabólicas, com o hGH completo como comparador.
  • Controles de independência de receptor: efeitos metabólicos medidos sem ligação ao receptor do hGH.
  • Pesquisa do tecido adiposo por várias vias: junto com o AOD-9604, o composto de apoptose de adipócitos CBL-514, o inibidor de NNMT 5-Amino-1MQ e o análogo de GHRH Tesamorelin.

O HGH Fragment 176-191 não é aprovado para uso humano ou veterinário; uma revisão de 2026 inclui o AOD9604 (hGH 176-191) entre os peptídeos não regulamentados vendidos como compostos de pesquisa.[9] Este produto é vendido apenas para pesquisa de laboratório.

Armazenamento e Manuseio

O armazenamento e manuseio adequados são essenciais para manter a integridade do peptídeo e garantir resultados confiáveis de pesquisa. Todos os peptídeos da Pepitiva Biolabs são fornecidos como pó liofilizado, proporcionando excelente estabilidade a longo prazo quando armazenados corretamente. Armazene peptídeos liofilizados a -20°C para armazenamento de longo prazo ou 2-8°C para uso de curto prazo. Uma vez reconstituídos, as soluções de peptídeos devem ser armazenadas a 2-8°C e utilizadas dentro do prazo especificado na documentação do produto. Sempre utilize água bacteriostática estéril para reconstituição e manuseie peptídeos em ambiente laboratorial limpo para prevenir contaminação. Evite ciclos repetidos de congelamento-descongelamento, pois o estresse térmico pode causar degradação do peptídeo e perda de atividade biológica.

Controle de Qualidade e Certificação

Este produto é fabricado sob rigorosos protocolos de controle de qualidade e verificado por testes analíticos abrangentes. Cada lote passa por análise HPLC de fase reversa para determinação de pureza e espectrometria de massa por ionização por electrospray (ESI-MS) para confirmação de identidade molecular. Um Certificado de Análise (COA) detalhado está disponível para download, documentando percentual de pureza, verificação de peso molecular, aparência e condições de armazenamento recomendadas. A Pepitiva Biolabs mantém rastreabilidade a nível de lote da síntese até a entrega, garantindo total transparência e controle de qualidade para sua pesquisa.

Perguntas Frequentes

O que é o HGH Fragment 176-191?

Um peptídeo sintético baseado nos últimos 16 aminoácidos do hormônio do crescimento humano (resíduos 176 a 191), uma alça com ponte dissulfeto que estudos iniciais associaram aos efeitos do hormônio sobre o metabolismo de gordura.

O HGH Fragment 176-191 é o mesmo que o AOD-9604?

Não exatamente. O hGH 176-191 nativo começa por fenilalanina (FLRIVQCRSVEGSCGF, 1799,1 g/mol); o AOD-9604 é o hGH 177-191 com uma tirosina adicionada (YLRIVQCRSVEGSCGF, 1815,1 g/mol). Os nomes costumam ser usados como sinônimos, então confira o Certificado de Análise. Veja AOD-9604.

O peptídeo 176-191 se liga ao receptor do hormônio do crescimento?

Em estudos com camundongos, o análogo com tirosina AOD9604 não competiu pelo receptor do hGH e não estimulou a proliferação de células que expressam o receptor, ao contrário do hGH intacto.

Quais apresentações estão disponíveis?

O HGH Fragment 176-191 é fornecido em pó liofilizado, em frascos de 2 mg, 5 mg e 10 mg, com pureza ≥98%.

O HGH Fragment 176-191 é aprovado?

Não. Ele não é aprovado para uso humano ou veterinário e é vendido apenas para pesquisa de laboratório.

Como armazenar o HGH Fragment 176-191 10mg?

Mantenha o pó liofilizado a −20 °C, protegido da luz e da umidade.

Este produto é aprovado para uso humano?

Não. Este produto é destinado exclusivamente para pesquisa científica in vitro e uso laboratorial. Não é aprovado para uso humano ou veterinário, não se destina a fins diagnósticos ou terapêuticos, e não deve ser administrado a humanos ou animais em nenhuma circunstância.

Como reconstituir este peptídeo?

Adicione água bacteriostática estéril lentamente ao frasco, direcionando o fluxo contra a parede de vidro ao invés de diretamente sobre o pó liofilizado. Agite suavemente o frasco até que o pó esteja completamente dissolvido — não agite vigorosamente. O volume de reconstituição recomendado depende da concentração desejada. Consulte a documentação do produto para orientação específica.

Posso obter um Certificado de Análise (COA)?

Sim. Um Certificado de Análise é incluído com cada pedido e também está disponível para download na página do produto. O COA documenta pureza por HPLC, confirmação de identidade por espectrometria de massa, número do lote, data de produção e recomendações de armazenamento.

Referências Científicas

  1. PubChem. Somatotropin (176-191), CID 16131230: FLRIVQCRSVEGSCGF, cyclic (7-14)-disulfide; C78H123N23O22S2, 1799.1 g/mol, CAS 66004-57-7. Source
  2. PubChem. AOD-9604 (Tyr-hGH 177-191), CID 71300630: C78H123N23O23S2, 1815.1 g/mol, CAS 221231-10-3. Source
  3. UniProt. P01241, Somatotropin (GH1), Homo sapiens: 217-residue precursor ending in ...FLRIVQCRSVEGSCGF. Source
  4. Ng FM, Bornstein J. Hyperglycemic action of synthetic C-terminal fragments of human growth hormone. Am J Physiol. 1978;234(5):E521-6. PubMed
  5. Wu Z, Ng FM. Antilipogenic action of synthetic C-terminal sequence 177-191 of human growth hormone. Biochem Mol Biol Int. 1993;30(1):187-96. PubMed
  6. Natera SH, Jiang WJ, Ng FM. Reduction of cumulative body weight gain and adipose tissue mass in obese mice: response to chronic treatment with synthetic hGH 177-191 peptide. Biochem Mol Biol Int. 1994;33(5):1011-21. PubMed
  7. Heffernan MA, Thorburn AW, Fam B, et al. Increase of fat oxidation and weight loss in obese mice caused by chronic treatment with human growth hormone or a modified C-terminal fragment. Int J Obes Relat Metab Disord. 2001;25(10):1442-9. PubMed
  8. Ogru E, Wilson JC, Heffernan M, et al. The conformational and biological analysis of a cyclic anti-obesity peptide from the C-terminal domain of human growth hormone. J Pept Res. 2000;56(6):388-97. PubMed
  9. Dominikowski A, Rękoś Z, Olejarz M, et al. The emerging landscape of performance-enhancing peptides modulating GH-IGF1 axis: bridging the gap between clinical evidence and patient self-administration. Front Endocrinol (Lausanne). 2026;17:1822475. PubMed
  10. Habibullah MM, Mohan S, Syed NK, et al. Human Growth Hormone Fragment 176-191 Peptide Enhances the Toxicity of Doxorubicin-Loaded Chitosan Nanoparticles Against MCF-7 Breast Cancer Cells. Drug Des Devel Ther. 2022;16:1963-1974. PubMed
  11. Cox HD, Smeal SJ, Hughes CM, et al. Detection and in vitro metabolism of AOD9604. Drug Test Anal. 2015;7(1):31-8. PubMed

Fontes: publicações revisadas por pares indexadas no PubMed e registros de estudos no ClinicalTrials.gov. Cada citação foi conferida com o registro no PubMed.

Apenas para uso em pesquisa. Não destinado ao consumo humano.

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